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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Cientistas usam água e CO2 como combustível com eficiência

Matéria destacada por Karina Pinto Costa Mekhitarian

Pesquisadores desenvolveram uma técnica que utiliza a energia solar para remover átomos de oxigênio de moléculas de água e gás carbônico (CO2), produzindo hidrogênio molecular, um combustível de alta e limpa energia. O grupo de pesquisa é formado por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos Estados Unidos, e do ETH Zurich e Instituto Paul Scherrer, na Suíça. Apesar da pesquisa não ser recente, seus resultados foram publicados em um artigo na revista Science recentemente, na véspera de Natal, e indicam que o processo é mais eficiente que outros do tipo.

A tecnologia base para a produção de hidrogênio combustível (H2) é a remoção de átomos de oxigênio da água e do CO2 com a utilização óxido de cério não-estequiométrico, um composto que tem despertado o interesse de pesquisadores por seu alto poder na captura e liberação de átomos de oxigênio. O reator é projetado para trabalhar com temperaturas de 1420 a 1640 °C em seu núcleo.

Os pesquisadores afirmam que a eficiência do reator solar é de 0,7 a 0,8 % após 500 ciclos, o que representa um valor duas ordens de grandeza maior do que o atingido até então por técnicas deste tipo, destaca o site Elektor. Segundo os cientistas, esta eficiência é a principal diferença entre seus resultados e o que existia até então.

Com as novas descobertas, a produção de combustível a partir de energia solar poderá ser feita em altas taxas, sem que sejam necessários sistemas ou microestruturas complexas. Além disso, o grupo acredita que, com a otimização do reator e uma integração do sistema, a eficiência possa aumentar ainda mais.

Só falta saber o que se vai fazer com o monóxido de carbono (CO) produzido na reação, que é muito mais danoso para a saúde e o meio ambiente do que o dióxido de carbono (CO2). Para mais informações sobre o assunto e detalhes sobre a tecnologia, o site da revista Science disponibiliza o artigo, que pode ser acessado pelo link tiny.cc/0treq.

Fonte: Portal Terra

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Biodiesel de cana-de-açúcar chega ao Brasil no próximo ano.

Por Edgard Dagher Samaha

A Amyris Biotechnologies, empresa de biotecnologia norte-americana, revela que o biodiesel estará no mercado brasileiro em 2011.


O combustível produzido a partir de cana-de-açucar está em fase teste no Brasil. Os ônibus utilizados em São Paulo na pesquisa estão recebendo uma mistura de 10% do diesel renovável e 90% de óleo diesel comercial.

De acordo com a Amyris, testes realizados na empresa demonstram que essa mistura reduziu 9% das emissões de materiais particulados à atmosfera.

Segundo Fernando Reinach, membro do conselho da Amyris, "A grande vantagem é que ele é zero de enxofre, totalmente renovável, igual ao etanol, e não compete com a produção de alimentos, que é a crítica que muita gente faz ao biodiesel."


Para mais informações, acesse a matéria.

Foto: Equipe PPA (céu de São Paulo)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Esterco da Coroa Britânica produzirá energia no Reino Unido



Por Francisco Silveira Mello Filho

O eco-engajamento (ou eco-marketing) parece não ter mais limites. O Ministério da Defesa Britânico anunciou que irá gerar energia a partir do esterco da cavalaria real. Segundo noticiado pela agência da BBC Brasil, cerca de 170 animais da tropa do rei fornecerão a matéria-prima.

Segundo informou o porta-voz do Ministéro da Defesa Britânico " O Ministério da Defesa Britânico está completamente comprometido com a agenda de desenvolvimento sustentável do governo e com agressivas reduções nas emissões de carbono." A pergunta, porém, que não quer calar é: trata-se de uma atitude de engajamento governamental ou de marketing verde? A resposta não se sabe ao certo.

O que se tem certeza é que do ponto de vista publicitário, é, sem dúvida, uma grande iniciativa. A exposição do Governo Britânico como um "caçador implacável" de CO2, surgida da articulada política interna do Reino Unido, legitima, em tese, o dedo rijo que aponta para o quintal de outros países, como, por exemplo, o do Brasil.

Fonte: folha.com
Foto: Leon/AFP

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Debate sobre biocombustíveis no Bella Center


O setor sucro-alcooleiro, mais recentemente auto=denominado ‘sucro-energético’, já aprendeu que não adianta só falar para brasileiro. O presidente da UNICA, Marcos Jank, e o Deputado Federal, Luciano Pizzato, participaram de mesa redonda sobre biocombustíveis, localizada em arena de discussões aberta no centro do Bella Center. Os demais setores precisam tomar coragem e fazer o mesmo, para mostrar ao mundo o que também vêm fazendo pelo clima... ou daqui a pouco, a China será a gigante das energias renováveis, como já começa a se falar na imprensa mundial. Só é lembrado quem aparece!