quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Paradoxo do aquecimento global.
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Lula faz discurso comportado e sem improvisos
O discurso do presidente Lula seguiu o script. Reiterou o posicionamento brasileiro de continuidade do Protocolo de Quioto e avanço das ações de mitigação no âmbito da Convenção, com compromissos de redução ambiciosos para os países desenvolvidos. Defendeu a promoção de transferência de tecnologia e financiamento para que o Brasil possa cumprir suas metas internas de combate ao aquecimento global. Lembrou aos países que as negociações não tratam de jogo, em que os países podem esconder suas cartas. Foi um discurso comportado, que poderia caber aqui, em Bali, ou em Quioto.
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Nos bastidores: reação da bancada ambientalista contra aprovação da lei que regulamenta competências em matéria ambiental
Enquanto a bancada ambientalista da Câmara dos Deputados está aqui em Copenhague, foi aprovada a lei complementar que regulamenta as competências dos entes federativos em matéria ambiental, do Deputado Federal Sarney Filho. Os deputados planejam manifesto ao Presidente Lula contra emenda proposta e aprovada ontem que determina que apenas o órgão licenciador tem o poder de fiscalização sobre o empreendimento licenciado.
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quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Debate sobre biocombustíveis no Bella Center

O setor sucro-alcooleiro, mais recentemente auto=denominado ‘sucro-energético’, já aprendeu que não adianta só falar para brasileiro. O presidente da UNICA, Marcos Jank, e o Deputado Federal, Luciano Pizzato, participaram de mesa redonda sobre biocombustíveis, localizada em arena de discussões aberta no centro do Bella Center. Os demais setores precisam tomar coragem e fazer o mesmo, para mostrar ao mundo o que também vêm fazendo pelo clima... ou daqui a pouco, a China será a gigante das energias renováveis, como já começa a se falar na imprensa mundial. Só é lembrado quem aparece!
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Entram no campo os chefes de Estado
No final do segundo tempo de jogo, embolou o meio de campo e os textos das negocições foram lançados para os principais atacantes das delegações, os chefes de Estado.
Depois da mudança do texto negociado pela diplomacia dos Estados partes, durante a noite, denunciada pelos países do G-77, os ânimos se acirraram e a conclusão do acordo parece ter ficado mais distante. Apesar dos discursos inflamados e cheios de convicção realizados ao longo da tarde no “segmento de alto nível”, as palavras de esperança ainda não estão no papel... e tudo leva a crer que a Dinamarca, que preside a Conferência está jogando pelos seus próprios interesses, aliada aos países desenvolvidos, que buscam a qualquer custo impor metas de redução igualitárias para os ricos e pobres.
Assinar esse acordo significa jogar fora dois anos de diálogo e rasgar o Protocolo e a Convenção, o que o Brasil, China e Índia não devem aceitar. O México, por sua vez, vem apoiando o grupo dos países desenvolvidos, mais especificamente os EUA, por motivos conhecidos e inconfessáveis.
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Pérolas do discurso de Chávez
A COP parou para ver o discurso de Chávez, que citou Leonardo Boff, Eduardo Galeano e Rousseau, para contestar o capitalismo. Veja algumas de suas pérolas:
# Chávez critica o fantasma do capitalismo, que ronda os corredores da COP-15 e diz que se o clima fosse um banco, já estaria salvo.
# Chávez diz que o sistema deve mudar, não o clima.
# Recomenda a leitura de "Como os riscos destróem o planeta", já que 7% da população mundial é responsável por 50% das emissões.
# Chávez critica a falta de democracia na COP-15, referindo-se à não divulgação do texto negociado durante a noite, mas disse que não deveríamos estar supresos, pois não há democracia em lugar nenhum no mundo.
De longe, foi o discurso mais provocativo até o momento.
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O clima esquenta na plenária da manhã
Brasil e G-77 reclamam que o texto negociado durante toda a noite não foi divulgado às partes, o que traz insegurança às negociações. Enquanto a Dinamarca diz tratar-se de falha de procedimento, os países em desenvolvimento afirmam que o ato atenta contra a democracia e ameaça as negociações da COP.
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